O Existencialismo em Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski

“Se ele tivesse de passar a vida sobre um rochedo perdido na imensidade do mar, que lhe oferecesse apenas o espaço suficiente para firmar os pés, se tivesse de viver assim mil anos, sobre o espaço de um pé quadrado, na solidão, na reva, exporto a todas as intempéries – preferiria tal existência à morte! Viver, seja como for, mas viver!” (Fiódor Dostoiévski - Crime e Castigo). O nono romance de Fiódor Dostoiévski, Crime e Castigo, escrito em 1866 é uma leitura obrigatória para os estúdios@s das ciências humanas interessad@s nos comportamentos delitivos dos seres humanos. Em verdade, a obra pode ser encarada como um verdadeiro tratado filosófico interessado em debater questões morais relativas ao convívio em sociedade, a (in)disponibilidade da vida humana, práticas de crimes, tipologia de penas e punições, entre outros aspectos. Enfim, o debate no livro vai além da perspectiva estatal-punitivista, vai além do normativismo jurídico, trata-se de uma visão mais abrangente acerca de assuntos inerentes à condição humana. Certamente, uma leitura indicada para criminólogos, juristas, sociólogos, antropólogos, psicólogos, entre outros.